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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Secretaria Municipal de Saúde autorizou a abertura de unidades básicas de saúde (UBSs) no feriado de aniversário de São Paulo, 25 de janeiro.

Após anunciar que a vacinação fracionada contra a febre amarela seria aplicada somente a partir do dia 26 de janeiro por causa do feriado de aniversário da cidade de São Paulo, a Prefeitura decidiu antecipar o início da vacinação para a próxima quinta-feira (25) para conter o desespero da população.


A lista compreende unidades de 16 bairros nas Zonas Sul e Leste da capital paulista e foi publicada no Diário Oficial da cidade no sábado (20).

As unidades básicas irão ficar abertas nos dias 25 e 26 de janeiro de 2018, para imunizar a população contra febre amarela.

Unidades na Zona Leste que estarão abertas:

- Cidade Tiradentes UBS Barro Branco

-Cidade Tiradentes UBS Carlos Gentile de Melo

- Cidade Tiradentes UBS Castro Alves

- Cidade Tiradentes UBS Cidade Tiradentes I

- Cidade Tiradentes UBS Dom Angélico

- Cidade Tiradentes UBS Fazenda do Carmo

- Cidade Tiradentes UBS Ferroviários

- Cidade Tiradentes UBS Gráficos

-Cidade Tiradentes UBS Inácio Monteiro

- Cidade Tiradentes UBS Jardim Vitória

-Cidade Tiradentes UBS Prefeito Prestes Maia

- Cidade Tiradentes UBS Profeta Jeremias

- Guainases UBS Celso Daniel

- Guainases UBS Guaianases II

- Guainases UBS Jd. São Carlos

- Guainases UBS Jd. Soares

- Guainases UBS Juscelino

-Guainases UBS Vila Cosmopolita

- Parque do Carmo UBS Gleba do Pêssego

-Parque do Carmo UBS Jardim Copa

- Parque do Carmo UBS Jardim Helian

-Parque do Carmo UBS Nossa Senhora do Carmo

- Parque do Carmo UBS Santo Estevão

- Cidade Líder UBS Jardim Santa Maria

- Cidade Líder UBS Jardim Santa Terezinha

- Cidade Líder AMA/UBS Integrada Cidade Líder I

-Cidade Líder UBS Jardim Marília

- Cidade Líder AMA/UBS Integrada Jardim Brasília

- Cidade Líder AMA/UBS Integrga Vila Itapema

- José Bonifácio UBS Jardim São Pedro

- José Bonifácio UBS José Bonifácio I

- José Bonifácio UBS José Bonifácio II

-José Bonifácio AMA/UBS Integrada José Bonifácio III

- Iguatemi Pq. Boa Esperança

- Iguatemi Jd. Das Laranjeiras

- Iguatemi Jd Roseli

- Iguatemi RecantoVerde Sol

- Iguatemi Jd Conquista II

- Iguatemi Jd Conquista III

- Iguatemi CDHU/Palanque

- São Rafael UBS's Jd Colorado,

-São Rafael Pq. São Rafael


-São Rafael Jd. Carrãozinho

- São Rafael Jd Rio Claro

- São Rafael Jd Santo André

-São Rafael Jd São Francisco II

-São Rafael Jd Conquista I

-São Mateus Jd Tiete I

- São Mateus São Mateus I

- São Mateus IV Centenário

- São Mateus Santa Bárbara

- São Mateus Jd Colonial

-São Mateus Jd Paraguaçu

- São Mateus Jd Tiete II

-São Mateus Jd Nove de Julho

Veja as unidades que estarão abertas na Zona Sul de São Paulo:

-Capão Redondo AMA/UBS Integrada Pq Fernanda

-Capão Redondo UBS Jd Maracá

-Capão Redondo UBS Jd Comercial

-Capão Redondo UBS Jd Germânia

-Capão Redondo UBS Jd Macedônia

-Capão Redondo UBS Jd Magdalena

-Capão Redondo UBS Jd São Bento

-Capão Redondo UBS Luar do Sertão

-Capão Redondo UBS Pq Engenho II

-Capão Redondo UBS Valquiria

-Capão Redondo UBS Jd Lídia

-Capão Redondo UBS Jd Eledy

-Vila Andrade UBS Dr Vittório Rolando Bocaletti - V Praia

-Vila Andrade UBS Paraísopolis I

-Vila Andrade UBS Paraísopolis II

-Vila Andrade UBS Paraísopolis III

-Campo Limpo AMA/UBS Integrada Prel Prof. Antonio B. de Oliveira

-Campo Limpo UBS Pq Regina

-Campo Limpo UBS Alto do Umuarama

-Campo Limpo UBS Campo Limpo

-Campo Limpo UBS Campo Limpo - Dr. Francisco S. Sobrinho (Arrastão)

-Campo Limpo UBS Jd das Palmas

-Campo Limpo UBS Jd Helga

-Campo Limpo UBS Jd Mitsutani

-Campo Limpo UBS Jd Olinda

-Campo Limpo UBS Pq Arariba CEO II

- M'Boi Mirim AMA/UBS Integrada Jd Capela

- M'Boi Mirim AMA/UBS Integrada Pq Novo Santo Amaro

-M'Boi Mirim UBS Alto da Rivieira

-M'Boi Mirim UBS Chacara Santa Maria

- M'Boi Mirim UBS Cidade Ipava

-M'Boi Mirim UBS Horizonte Azul

- M'Boi Mirim UBS Integral Vera Cruz (Data Inaug 24/08/2013)

- M'Boi Mirim UBS Jd Aracati

- M'Boi Mirim UBS Jd Caiçara

-M'Boi Mirim UBS Jd Coimbra


-M'Boi Mirim UBS Jd Guarujá

-M'Boi Mirim UBS Jd Herculano

- M'Boi Mirim UBS Jd Nakamura

- M'Boi Mirim UBS Jd Paranapanema

- M'Boi Mirim UBS Pq do Lago

- M'Boi Mirim UBS Santa Lúcia

-M'Boi Mirim UBS Santa Margarida

-M'Boi Mirim UBS V Calu

- M'Boi Mirim AMA/UBS Integrada Jd Alfredo

- M'Boi Mirim AMA/UBS Integrada Pq Figueira Grande

- M'Boi Mirim AMA/UBS Integrada Pq Santo Antonio CEO I

-M'Boi Mirim UBS Brasilia

-M'Boi Mirim UBS Chacara Santana

- M'Boi Mirim UBS Jd Celeste

- M'Boi Mirim UBS Jd Sousa

-M'Boi Mirim UBS Jd Thomas

- M'Boi Mirim UBS Novo Caminho

- M'Boi Mirim UBS Novo Jardim I

- M'Boi Mirim UBS V das Belezas - Alberto Ambrosio

-M'Boi Mirim UBS Zumbi dos Palmares

- Pedreira AMA/UBS Integrada Pq Doroteia

-Pedreira UBS Jd Apurá

-Pedreira UBS Laranjeiras

-Pedreira UBS Mar Paulista

- Pedreira UBS Mata Virgem

-Pedreira UBS Vila Aparecida

-Pedreira UBS Guacuri

-Pedreira UBS Jd Selma

-Grajaú AMA/UBS Integrada Jd Castro Alves

-Grajaú AMA/UBS Integrada Jd Mirna

-Grajaú UBS Alcina Pimentel Piza

-Grajaú UBS Cantinho do Céu

-Grajaú UBS Chacara do Conde

-Grajaú UBS Chacara do Sol

-Grajaú UBS Chacara Sto Amaro

-Grajaú UBS Gaivotas

-Grajaú UBS J Novo Horizonte

-Grajaú UBS Jd Eliane

-Grajaú UBS Jd Três Corações

-Grajaú UBS Varginha

-Grajaú UBS Vila Natal

-Grajaú UBS/ESF Pq Res Cocaia Independente

-Cidade Dutra AMA/UBS Integrada Jd Icarai- Quintana

-Cidade Dutra UBS Dr Sergio Chaddad

-Cidade Dutra UBS Jd República

-Cidade Dutra UBS Jordanópolis

-Socorro UBS Veleiros

-Socorro UBS Orion / Guaembu


@digitalradiotv

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Série: Brincadiquê? Pelo direito ao brincar


A série "Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar" revela a importância do brincar para o desenvolvimento integral das infâncias e a necessidade dessa experiência lúdica para uma educação de qualidade.

A partir de entrevistas com pesquisadores (as), educadores (as) e gestores (as) educacionais, ilustradas pelos registros de práticas pedagógicas desenvolvidas em instituições de educação infantil e primeiro ano do ensino fundamental, a série traz reflexões acerca do Direito ao Brincar e de possibilidades para a oferta de uma educação de qualidade, considerando a ludicidade nos espaços internos e externos das escolas, a cultura local e o envolvimento da comunidade educativa.

Realização: Rede Marista de Solidariedade e Centro Marista de Defesa da Infância Produção: Labirinto Apoio: Rede Marista de Colégios, Secretarias Municipais de Educação de Araucária (PR), Caxias do Sul (RS) e Cuiabá (MT).

Assista aos vídeos no endereço a seguir:
https://youtu.be/ra6HKhzHPQU

Educadora fala sobre a importância em estimular jovens pobres a almejar vôos altos

Opinião: a pobreza não pode nos tirar o direito de sonhar


 "A vida é assim: feita de sonhos. E é isso que nos mantém vivos." (Racionais MC's)

Iniciei a minha carreira docente em 2008. Desde então, trabalho em bairros de alta vulnerabilidade social da região metropolitana de Belo Horizonte. Nesse período, meus olhos viram muita coisa. Vi a pobreza, a violência e o analfabetismo, resultado de um país que nas palavras do professor Gaudêncio Frigotto "se ergueu pela desigualdade e se alimenta dela". Vi também os avanços significativos provocados pelas políticas públicas de inclusão social implementadas durante os governos do ex-presidente Lula e de Dilma Rousseff. Hoje, pouco mais de um ano após a ex-presidenta ser destituída do cargo, tenho a sensação de estar vivendo um verdadeiro pesadelo. Vejo muitos retrocessos, inclusive a volta da fome nos lares dos meus alunos.

Em meio a tantos golpes, posso dizer que 2018 foi um ano positivo no que diz respeito a novos aprendizados e novas experiências. Por diversas vezes tive a oportunidade de re-ver a minha condição de educadora. É impressionante a nossa resistência em questionar as práticas, condutas e metodologias de ensino adotadas cotidianamente. Re-aprendi a importância do reconhecimento e da escuta, "exercício que garante que nenhum aluno permaneça invisível em sala de aula." Assevero que as chances de obter êxito no processo educativo são muito maiores quando as vivências e as experiências dos alunos são respeitadas e levadas em consideração.

No início do ano, Marcelo, aluno do 7º ano, me surpreendeu com a seguinte pergunta:

– Professora, pra que preciso aprender Ciências se eu vou trabalhar em obra?

A convicção de um garoto de doze anos em relação ao futuro tirou da minha boca qualquer explicação. Passei horas pensando em que momento ele se deu conta de que seu destino é ser um operário da construção civil. Ressalto que não há demérito em ser ajudante de pedreiro ou coisa parecida. É uma profissão digna que merece respeito como qualquer outra. O meu questionamento se deve ao fato de que "trabalhar em obra" é uma função de baixa remuneração e que exige pouca escolaridade. Sem saber, o Marcelo me ensinou que além de promover uma educação antirracista e feminista, eu precisava ensiná-lo a sonhar.


No dia seguinte, levei para a sala de aula a história do Fábio Constantino, que em 2016, após muita dedicação, foi aprovado em primeiro lugar no vestibular para o curso de medicina da UFRN. A escolha por tomar o jovem potiguar como exemplo não se deu de maneira aleatória ou casual. Nascido em Assu, cidade do interior do Rio Grande do Norte, assim como a maioria dos meus alunos, Fábio é negro e filho de uma empregada doméstica.

Em momento algum o objetivo da atividade foi fazer uma verdadeira ode à meritocracia. Falácias amplamente difundidas pelo senso comum e em programas de auditório como "basta querer para vencer na vida", não têm vez nas minhas aulas. Após a leitura da matéria sobre o Fábio, lembrei que infelizmente ainda há poucos Fábios Costantinos em nosso país. Mencionei que tal fato não se deve apenas a falta de "esforço próprio", como muitos equivocadamente costumam dizer.

Expliquei para o Marcelo e para o restante da turma que eles estão inseridos em um processo que o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos convencionou chamar de "fascismo social". Dentro dessa lógica, é criada toda uma cartografia urbana, juntamente com outros mecanismos de exclusão social e econômica que impedem crianças e jovens pobres até mesmo de almejar vôos mais altos, o que evidencia a perversidade dos que detém o poder no Brasil.

O fascismo social está na distância entre a periferia e as universidades públicas. Está no alto preço e na precariedade do transporte urbano que limita a circulação dos sujeitos periféricos por outros espaços. Está nos estereótipos construídos em relação aos negros, pobres e favelados, que são vistos como verdadeiros intrusos nas áreas centrais e nobres das cidades. Está nas falhas do ensino público, que serve também como uma grande fábrica de mão-de-obra barata a serviço do sistema capitalista. É a escola pública quem fornece para o mercado de trabalho pedreiros, empregadas domésticas, porteiros, faxineiras, zeladores, empacotadores e tantas outras profissões de menor prestígio social.

A partir dessa perspectiva, fica fácil compreender porque o Marcelo não vê sentido em aprender Ciências ou qualquer outra disciplina, uma vez que dentro do modelo segregacionista no qual o Brasil está ancorado, todos os caminhos que ele percorrer o levará a carregar pilhas de tijolos e massa de concreto, como certamente seus parentes e amigos fazem.

Todas essas questões renderam um debate longo e acalorado. Insisto em dizer que os alunos carregam dentro de si muitos conhecimentos, o que falta na maioria das vezes é estimulá-los. Durante a discussão, percebi que naquela sala poderia surgir inclusive um grande sociólogo – "Quem faz medicina são os ricos ou quem estuda nas escolas particulares. Eles têm muito mais oportunidades do que nós." – disse um aluno com muita propriedade.

Conforme esperado, alguns alunos foram contaminados pela ideologia do mérito pessoal. Criar a falsa ideia de que os pobres vivem em condições precárias de subsistência porque querem é mais uma arma de controle social criada pelas elites. Felizmente, a maioria compreendeu que é a falta de incentivo, de condições materiais e de políticas públicas que os impedem de criar outras expectativas em relação ao futuro.

Embora vivenciem uma realidade dura e perversa, tentei mostrar para os meus alunos que eles não têm que trabalhar apenas em obras. Insisti em dizer que eles são inteligentes e capazes, sendo assim, a exemplo do Fábio Constantino, podem galgar uma vida com mais desejos e possibilidades. Busquei apontar a importância da escola e dos saberes nela produzidos nesse processo.

Conforme costumo fazer em todas as atividades, ao final, pedi que cada um relatasse o que aprendeu com a história do Fábio e com o debate realizado em sala de aula. Enquanto eu estiver nesse mundo, jamais me esquecerei das palavras do Marcelo:

– Eu aprendi que a pobreza não pode tirar da gente o direito de sonhar.

Meu desejo é que em 2018 todos nós possamos aprender com o Marcelo. Que a pobreza, a injustiça, a estupidez, a ignorância e as aves de rapina que deterioram esse país não nos tirem o direito de sonhar com dias melhores.



Por Luana Tolentino


Luana Tolentino é professora e historiadora. Mestranda em Educação pela Universidade Federal de Ouro Preto.