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terça-feira, 14 de março de 2017

São Miguel melhorou taxas de saúde, mas teve queda na expectativa de vida




No extremo leste da capital, São Miguel Paulista é uma das regiões mais populosas da cidade. Formada pelos distritos homônimo, Vila Jacuí e Jardim Helena, 24,30 km² compõem a área administrada pela Prefeitura Regional de São Miguel Paulista.

O segurança Wilson Roberto Oliveira, 60, é um dos 93 mil moradores que vivem no distrito de São Miguel. Na região há 50 anos, ele destaca a falta de investimentos públicos, sobretudo em comparação ao bairro vizinho do Itaim Paulista, na prefeitura regional homônima. "Em São Miguel não tem nada", enfatiza. "Se comparado ao Itaim — e olha que nem estou falando das regiões mais centrais — falta muita coisa", completa.

Para ele, que trabalha em uma praça no Itaim Paulista, na balança, os aspectos de lazer são os mais alarmantes. "No Itaim Paulista existem algumas praças, ao contrário de São Miguel, por exemplo", exemplifica.

Os CEUs Parque São Lucas e Vila Curuçá são algumas das alternativas de ambientes dedicadas à educação e cultura em São Miguel. Onde está localizado este último, que inclusive dá nome ao distrito, vivem a maior parte dos moradores, 142.372.

Embora não sejam contabilizados pelo Observatório Cidadão, segundo levantamento do Mapa da Desigualdade, em 2015, os índices culturais registram uma série de zeros, como a ausência de teatros, museus e cinemas.

Ainda no assunto cultura, após a polêmica em torno do combate às pichações e grafites por parte do prefeito João Doria (PSDB), que marcou o início de sua gestão, foi anunciada criação do projeto Museu de Arte de Rua na região. A proposta prevê promover o grafite em diferentes locais de São Paulo, começando pelo Baixo Augusta, no centro da capital, partindo, em seguida, para ruas de São Miguel.

História

Atualmente com uma população que totaliza 370 mil habitantes, a história de São Miguel Paulista tem origem com o surgimento da Aldeia de Ururaí, composta por índios guaianases que passaram a ocupar o território depois de deixar o entorno do Colégio Jesuíta de São Paulo. O batismo do local foi atribuído pelo padre José de Anchieta, responsável por construir uma capela nos idos de 1560, com o nome de seu anjo devoto.

Essa capela promoveu o começo do povoamento, com casas que passaram a ser erguidas nos arredores. Em 1938, a Capela de São Miguel Arcanjo foi tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. A construção religiosa é considerada ainda o ponto inicial do bairro, uma espécie de marco na cultura e história local, e passou por uma restauração em 2007. Além disso, a capela faz parte da Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, mais conhecida como "Praça do Forró", em referência à forte cultura nordestina.

Mais números

De acordo com dados disponíveis no portal da Coordenação das Prefeituras Regionais, em São Miguel Paulista existem 65 CEIs (Centros de Educação Infantil) diretos e indiretos, 23 EMEFs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental), 21 EMEIs (Escolas de Educação Infantil), além dos dois CEUs (Centro Educacionais Unificados).

Conforme os dados mais recentes do Observatório Cidadão, em 2015, 8.740 crianças de 4 a 6 anos foram atendidas na pré-escola (existem 15.097 meninas e meninas nessa faixa etária). Embora a taxa seja inferior ao ano anterior (quando haviam sido matriculadas 9.015 para o total de 15.269), ela é uma das mais altas em comparação com as 32 prefeituras regionais.

Já no atendimento nas creches municipais, também houve aumento no mesmo ano, com 11.029 matrículas para 23.539 crianças de 0 a 3 anos.

Enquanto isso, no quesito saúde, ainda de acordo com dados da pasta municipal, existem na região 16 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e prontos Socorros, 5 AMAs (Atendimentos Médicos Ambulatoriais), 1 hospital e 1 hospital de especialidades.

Conforme indicadores revelados pelo Observatório Cidadão, no geral, há muito o que se comemorar. Declinaram, por exemplo, o número de mortalidades por Aids, infantil, maternas, por causas externas, por causas mal definidas e por doenças do aparelho respiratório.

Em contrapartida, a expectativa de vida caiu, o que surpreendeu o segurança Oliveira, que revelou desconhecer o índice. O tempo médio de vida é pouco mais de dois anos acima da idade do morador: 62,2 — índice inferior ao último levantamento (63), uma das piores taxas de São Paulo. "Acredito que seja por causa da ausência de investimentos no bairro", palpita.

Neste ano, a região passou a ser administrada pelo jornalista Edson Marques Pereira que, entre outras funções, iniciou a carreira pública na Administração Regional de Itaquera.

 

Foto: Milton Jung/ Flickr

por Vagner de Alencar



sexta-feira, 10 de março de 2017

A Juliane é linda!


Imagem: Centralderadiojornalismo


Uma criança alegre e cheia de vontade de viver, mora no bairro Santarenzinho, tem paralisia cerebral e para ter um pouco de qualidade de vida precisa de nós.

*Apenas uma cadeira de rodas especial*, por causa da dificuldade que possui.

Vamos ajudar.

Até um compartilhamento desta publicação ajuda, desta formar poderemos chegar a uma pessoa que possa ajudá-la.

Entre em contato com Jean Carlos Locutor 991516360.

#VamosAjudarJulinha

Centralderadiojornalismo

Por: Carlos Locutor


terça-feira, 7 de março de 2017

Pra não dizerem que falamos bobagens, leiam!


(Foto: Antonio Oliveira / Flickr)


Operadora de celular dos Correios começou a funcionar na segunda-feira 06-03-2017

A operadora de telefonia móvel dos Correios, anunciada em janeiro, finalmente tem data para começar a funcionar. O serviço estreia na próxima segunda-feira, 6, começando por São Paulo.

Segundo os Correios, a primeira fase disponibilizará a oferta do serviço em 12 agências da capital paulista. Até o final de março, será possível adquirir a linha móvel dos Correios em 164 agências da Grande São Paulo.


Os preços dos planos só serão divulgados na segunda-feira. A ideia inicialmente é vender apenas planos pré-pagos, e tanto os chips quanto as recargas poderão ser compradas nas agências da empresa pelo Brasil.

Os Correios vão atuar como uma operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês), o que significa que não terão infraestrutura própria. A estatal fechou acordo com a empresa EUTV, também conhecida pelo nome fantasia Surf Telecom, para prestação do serviço. Curiosamente, a Surf também é uma MVNO, que usa a infraestrutura da TIM para operar nacionalmente.

Por: LUCAS CARVALHO - BRASIL CELULARES OPERADORAS

@digitalradiotv

segunda-feira, 6 de março de 2017

Saiba como obter remédios que estão em falta nos postos de saúde



Após uma consulta no Hospital Dia da Vila Guilherme, o contador Davison Rodrigues, 51, não encontrou, na farmácia local, a medicação receitada pelo cardiologista: Furosemida e Enalapril. "Moro em Itaquera e é a primeira vez que venho aqui. Vou no posto do meu bairro pra tentar conseguir, mas, se não tiver, o jeito é pagar. O pior é que tenho vários exames pra fazer e acho que também vai demorar", lamentou. A falta de medicamentos na rede municipal tem deixado os paulistanos desorientados e sem saber como seguir com os tratamentos de saúde.

O contador desconhecia que os medicamentos em falta, assim como outros indicados para hipertensão, diabetes e asma, podem ser encontrados, gratuitamente, na rede Farmácia Popular do Brasil, e nas drogarias e farmácias particulares, credenciadas pelo Ministério da Saúde. Remédios para outras doenças também estão disponíveis, com descontos de até 90% do preço normal. Para ter acesso ao benefício, basta levar a receita e um documento com foto, que tenha o número de CPF, às unidades do programa ou aos estabelecimentos com a faixa "Aqui Tem Farmácia Popular".



Davison Rodrigues Foto: Sidney Pereira



DAVISON RODRIGUES BUSCA REMÉDIO PARA TRATAMENTO CARDÍACO    FOTO: SIDNEY PEREIRA
Na região da subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme, a loja própria da rede fica na avenida Guilherme Cotching, 1061. A cidade de São Paulo tem mais 12 unidades espalhadas pelos bairros de Campo Limpo, Freguesia do Ó, Penha, Pirituba, Santana, Santo Amaro, Saúde, Sé, Tatuapé, Vila Mariana, Vila Prudente e Vila São José. O Disque Saúde – telefone 136 – dá informações gerais sobre o programa.

Saúde sem remédio

Embora a saúde seja o fator de qualidade de vida mais importante para os paulistanos, com média 8,0, a pesquisa IRBEM 2016 também revela que a maioria não aprova os serviços de saúde pública do município. O nível de satisfação tem caído, e a nota em 2016 foi de 4,5, a mais baixa dos últimos sete anos.

O site e o aplicativo Aqui Tem Remédio, criados para auxiliar a população, mostra a gravidade da situação na capital. O 32xSP realizou pesquisa no site e confirmou a falta de medicamentos de uso contínuo nas 570 farmácias municipais, de todas as regiões. Entre eles, está o Omeprazol, para tratamento de gastrite; o Losartana, para hipertensos; Sinvastatina 10 mg, para controle do colesterol; e Alendronato de Sódio, para osteoporose. No levantamento, a informação é de que os medicamentos estão "em processo de compra pela Prefeitura de São Paulo".

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde justificou a falha. "Houve aumento de 30% no consumo de medicamentos e insumos este ano em relação a 2015, resultado do aumento de pacientes na Rede Municipal e da crise econômica.  A média mensal de pessoas que retiram remédios e insumos passou de 520 mil para 676 mil. Isso alterou os estoques e o planejamento de compras e, por isso, novas aquisições estão em andamento." Além disso, a secretaria alega que "a falta de medicamento também está associada ao não cumprimento dos contratos por parte dos fornecedores que, neste caso, são multados pela prefeitura".

A secretaria também informou que a Sinvastatina 20 mg está com o estoque regularizado na rede e as demais posologias estão em processo de compra. O Alendronato de Sódio 70 mg está em fase final de compra. Este medicamento é de alto custo e a responsabilidade de fornecimento é do governo estadual, porém o município também fornece. O Omeprazol está em processo de compra e também é disponibilizado pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular.

 

Foto principal: Sidney Pereira

Por: Sidney Pereira - 32x SP